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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
"E dela? Quem vai cuidar dela?"
23:00 | Postado por
Camilla Nogueira |
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Acho difícil alguém que tenha assistido Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain(ou, simplesmente, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) e não tenha o colocado em sua lista pessoal dos, pelo menos, 50 melhores filmes.
Uma voltinha rápida na história:
Amélie cresceu com a falsa ideia de que tinha uma anomalia no coração("já que este batia muito rápido durante os exames mensais que seu pai fazia. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal). Foi, então, isolada das outras crianças, privada de ir à escola e ainda perdeu a mãe na infância.
Mudou-se do subúrbio, ao completar a maioridade. E, em seu novo lar, uma caixinha(do antigo morador), encontrada no banheiro, foi capaz de remodelar a sua visão do mundo.
Amélie, a partir daí, se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha um novo sentido para sua existência. E, em uma destas pequenas grandes ações, ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre.
Assim como não "adorar" o filme, outra coisinha bem difícil é não se identificar com essa senhorita. O rumo que a sua vida toma, seu jeitinho... Encantadora!
E os pequenos prazeres amelísticos? Fazer bolo, enfiar a mão num barril de arroz... E os seus, já ousou listar?
-Mexer no cabelo, falar no celular andando e dormir com ele do lado, alternar doce/salgado/doce/salgado nos ataques à cozinha, testar makes, comer chocolate meio-amargo depois de escovar os dentes, imaginar formas nas nuvens, não sair de casa sem protetor solar e perfume, tomar água de coco (bem)verde pra se sentir saudável...
Ahhhh! São tantos e tantos, cada um com os seus! Comece já a sua lista e descubra o amelineano-amelineando que vc é!
Um longa de Jean-Pierre Jeunet(click AQUI e veja, no final da página, uma entrevista com ele), trilha sonora de Yann Tiersen e "um par de olhos negros e uma postura fora do comum": Audrey Tautou.
(Assista o trailler ampliado ou direto no youtube para não perder nenhuma "falinha" da legenda)
"E se... Ela mudasse a sua vida?" Assistam! =)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Nada a declarar
13:24 | Postado por
Camilla Nogueira |
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Um curta GENIAL do Acioli. Texto incrível, com dosagem máxima de política da ironia.
Um chute no sistema e nas cabeças ocas!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Era Uma Vez - O Filme
13:05 | Postado por
Camilla Nogueira |
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| "Uma história de amor numa cidade partida!" |
O longa inicia com um giro nas lembranças da infância e adolescência do Dé, tudo narrado pelo próprio garoto.

Vivências que envolvem injustiça, morte, intolerância, dor etc.: A típica realidade das comunidades brasileiras, ou, no mínimo, uma espécie de paradigma que tanto se deseja romper, mas que ainda impera.
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| Nina descobrindo o morro... |
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| Dé, vendedor de hot-dog na orla, nada à vontade ao conhecer o apartamento que tanto permeou seus sonhos por ser o "castelo" de sua amada! |
sábado, 27 de novembro de 2010
Comer Rezar Amar
12:35 | Postado por
Camilla Nogueira |
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Há algumas semanas tive o prazer de assistir no cinema ‘Comer Rezar Amar’. Não criei expectativas, não li o livro homônimo... Enfim!
Apesar de certo desinteresse, fui sendo encantada aos poucos.
A história autobiográfica fala sobre Elizabeth Gilbert, ou simplesmente, a Liz – Interpretada pela bela Júlia Roberts.
Liz chega aos 30 anos e , apesar de certo “sucesso” profissional e pessoal, encontra-se “vazia”: casada, porém sem mais aquele entusiasmo de início de relacionamento; não consegue mais escrever e não tem lançado livros.
Para se preencher, a escritora decide reencontrar os seus prazeres perdidos: como o gosto pela boa comida, o prazer de meditar, e, quem sabe, um amor. Por isso, ela escolhe viajar pela Itália, Índia e Indonésia.
É na Itália onde a nossa viajante Liz Conhece um grupo que a adota, levando-a para restaurantes e até para casas de campo, onde passam o feriado de Ação de Graças. Não podia ser em outro país, lá ela redescobre o prazer da boa comida. Além disso, encontra a alegria de não fazer nada - o famoso dolce far niente.
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| Antes de atacar uma massa italiana... |
Na Índia ela conhece o Richard (interpretado pelo também Richard, só que Richard Jenkins). E uma boa história lateral acontece: mesmo com pouca relação com a religião local, ele torna seu amigo e uma espécie de mestre.
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| O estranho, o novo. |
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| Richard |
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| Praticando |
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| Assimilando |
Por fim (e não menos importante, porque, para mim, foi a melhor parte!), ela segue rumo à Indonésia.
Lá reencontra seu verdadeiro guru, de uma viagem anterior ao mesmo local, que propõe que ela encontre o equilíbrio entre o prazer e a censura.
Mas a passagem pela linda Bali não é especial só por isso: Liz é apresentada a uma curandeira, que, junto com a sua filha, são responsáveis por um dos momentos mais emocionantes do longa; e também conhece o brasileiro Felipe(interpretado por Javier Barden), e, através dele, se depara com o terceiro elemento do tripé tão almejado. Sem maiores detalhes, só digo que também em Bali somos contemplados com o Samba da Benção de Vinicius de Moraes.
Mas, o que internalizar do filme?
Será que é preciso chegar aos 30 pra se descobrir de verdade e descobrir (ou redescobrir) os verdadeiros prazeres?
Acredito que o auto-conhecimento e a própria redescoberta dos prazeres precisa atingir um nível de busca contínua nas nossas vidas, para que não se desencadeia crises tão bombásticas e arrasadores que necessitem de um dispêndio como o de Liz - apesar de que acho legítimo os momentos em que o maior desejo seja o de "sumir".
Onde, qual é o equilíbrio entre a busca pelo exterior(trabalho, carreira, relacionamentos, filhos etc) e a busca pelo interior (self, sentimentos, valores, virtudes etc)?
Isso vai, realmente, de cada um! Sendo sadio... Está aí o equílibrio!
Pra finalizar, algo bem interessante: a própria Liz refuta seguir à risca os ensinamentos hindus quando passa pela Índia. Como se mostrasse que, as religiões não são – ou não deveriam ser – dogmas impostos, mas, sim, sugestões de comportamento; trilhas onde cada indivíduo vai dar o tom da sua própria caminhada. Perfeito!
E aí, vamos fazer como a Elizabeth Gilbert?
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