terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marcha das Vadias

(CALMA! Antes de atirar a primeira pedra, leia o que tenho a dizer...)

Diante dos levantes mundiais, a Slut Walk tem adquirido um certo espaço no cenário midiático brasileiro . Trata-se de um movimento recente do feminismo contemporâneo que luta pela igualdade de gênero e pelo fim da violência contra a mulher.

O termo choca, inicialmente...

E nesse aspecto terminológico, o vadia sai da esfera de uma primeira suposta compreensão(o tal senso comum) e cai no campo sociológico com um novo sentido aliado a Política da ironia: onde "os sentidos devem ser abertos - A ideia do uso da ironia é pegar um significado fixo, no caso a palavra vadia, e desconstruir este significado” (C.L.H.).  Termo, portanto, reconstruido; entenda, agora, vadia como mulher livre.

É bem verdade que o movimento poderia ser denominado de Marcha das Mulheres Livres; mas, vamos combinar: não causaria tanto impacto, certo?

E qual o start desse movimento? Pois, a desigualdade de genero, a violência contra a mulher e esse machismo desenfreado estrutural é próprio da sociedade há anos luz...


"(...)Tudo começou em 24 de janeiro, quando o policial Michael Sanguinetti proferiu uma palestra para um grupo de estudantes da Universidade de York sobre como evitar a violência sexual. 'Disseram que eu não deveria dizer isso', ele disse assim mesmo, 'mas as mulheres devem evitar se vestir como vagabundas (sluts) para não se tornarem vítimas'. Indignadas, as estudantes responderam organizando a primeira Marcha das Vadias, que reuniu cerca de 3.000 pessoas, em sua maioria mulheres, em torno de uma mensagem simples e direta: os homens não tem o direito de estuprar ou abusar sexualmente das mulheres, independentemente do que elas estejam vestindo."  

Para além... Antes mesmo de chegar aos jornais online, aos blogs e a tv(e sofrer ironização); a marcha tomou às ruas de várias capitais brasileiras: 

                                                           





Em Natal - RN


                                            
Em SP



Panfleto do movimento no RJ               



NÃO à opressão, aos preconceitos geracionais... 
SIM à onda de protestos contra a culpabilização das vítimas de estupro e de outras formas de violência sexual!!! 


                         Mexeu com uma, mexeu com todas!

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